Alimentação na Infância: Qual a importância na Saúde?

Alimentação na Infância: Qual é o papel da alimentação na qualidade de vida das crianças?

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Alimentação na Infância: Além do papel social, cultural e afetivo, a alimentação tem a função de oferecer todos os nutrientes e a energia necessários para garantir o desenvolvimento e o crescimento saudável da criança.

Em outras palavras, uma nutrição adequada é essencial para as crianças desde o início de sua vida, proporcionando boa qualidade de vida e prevenindo infecções e doenças em sua fase adulta.

Nutrição adequada é aquela que permite saciar a fome, ter condições de manter o nível de hidratação do corpo, que possibilita o crescimento e desenvolvimento físicos corretos, previne infecções, e que também dá prazer.

E antes mesmo de nascer, a criança já necessita de alimentação adequada. Estudos mostram que, uma alimentação inapropriada da mãe durante a gestação pode gerar grandes alterações nas características morfológicas dos genes do bebê, aumentando os riscos do surgimento de inúmeras doenças após o nascimento da criança, e em sua vida adulta.

Por exemplo, crianças que nascem com baixo peso estão mais propensas a desenvolverem doenças como diabetes, hipertensão, obesidade e doenças cardiovasculares ao longo da vida.

Outros estudos mostram ainda que, independente do peso de nascimento, o rápido ganho de peso em bebês durante os primeiros meses de vida podem ser determinantes para o quadro de sobrepeso e obesidade desta criança na infância.

Apesar de o aleitamento materno possuir um importante papel na imunidade dos bebês, por conter células de defesa e fatores anti-infecciosos, a grande maioria dos bebês brasileiros não são amamentados exclusivamente por leite materno.

Quando o ideal é que eles sejam amamentados exclusivamente, ao menos, até os seis meses de idade. Com a introdução de alimentos complementares, compostos por cereais, leguminosas, hortaliças e carnes, após os seis meses de nascimento, a criança adquire vitaminas, minerais, proteínas e gorduras essenciais para o seu desenvolvimento.

 

E, assim como o aleitamento materno, que além de nutritivo, aumenta os laços afetivos entre a mãe e o bebê durante a amamentação, a alimentação adequada até os dois anos de idade, ou mais, contribui para um profundo desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança.

Pesquisas internacionais revelam que, até 25% das crianças do mundo apresentam algum tipo de dificuldade alimentar, e esse comportamento aumenta o risco de alterações de crescimento, deficiências de vitaminas e de minerais, infecções de repetição, perda exagerada de peso, problemas no aprendizado e, ainda, abre portas para a obesidade.

Dificuldade alimentar é um termo guarda-chuva, que se refere a todos os problemas de alimentação que uma criança pode ter, e que são motivados por aspectos comportamentais e culturais, passando pelas condições do ambiente em que ela se alimenta, e doenças que levam à alimentação inadequada.

Falta de apetite, ingestão altamente seletiva de alimentos, fobia alimentar, interpretação equivocada dos pais e excesso de peso, são apenas algumas das dificuldades alimentares que afligem as crianças.

Doenças como cáries, aftas, nariz entupido, infecções agudas, alergias, doenças gastrointestinais, cardíacas e respiratórias, e disfunções neurológicas e de desenvolvimento são algumas das causas que podem dificultar a alimentação adequada das crianças.

A forma como a criança se alimenta também pode gerar problemas alimentares. Crianças que comem deitadas, na hora que querem, ou jogando no celular enquanto comem, podem ter dificuldades para sentir o sabor, a textura, as formas, o aroma e as cores da comida.

Esses hábitos dificultam a percepção do ritmo em que se come, tornando a alimentação mecânica e não consciente. Algumas crianças podem escolher alimentos por manias, como preferir alimentos apenas de uma determinada cor, ou textura.

Quando as crianças retiram diferentes grupos alimentares de suas refeições, isso impossibilita que elas adquiram as vitaminas, proteínas, e outros nutrientes necessários para a manutenção da energia do corpo e o seu pleno desenvolvimento.

O relacionamento familiar também desempenha papel fundamental na alimentação da criança, e em suas dificuldades.

Pais que castigam ou forçam as crianças para comerem, podem gerar fobias e aversão das crianças por determinados alimentos… … enquanto pais que recompensam os filhos para comerem podem gerar hábitos alimentares excessivos em seus filhos.

Diante de um quadro de dificuldade alimentar, estabelecer frequências para a alimentação das crianças pode ser uma alternativa viável.

Sempre lembrando que todos os alimentos podem ser ofertados, mas em porções e com a regularidade estabelecidas pelo adulto.

A solução do problema inicia com a calma e o bom senso dos familiares e cuidadores no momento das refeições das crianças.

Tudo isso permite desenvolver nas crianças meios para que comam de maneira saudável e com prazer, formando assim hábitos alimentares saudáveis para toda a vida com uma boa base da alimentação na infância.

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