Hidratação do Corpo: Quais os efeitos da ADH?

Hidratação do Corpo: Qual a importância de se hidratar nas atividades físicas?

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Hidratação do Corpo: Então quer dizer que você está saindo para malhar, no calorão, sem sequer levar uma única garrafinha de água? Ainda bem que você tem o hormônio antidiurético. Vamos entender como ele funciona?

O Hormônio Antidiurético, o ADH, é um hormônio secretado pela hipófise posterior em casos de desidratação e queda da pressão arterial, sendo extremamente importante para auxiliar na hidratação do corpo.

O seu trabalho é fazer com que os rins conservem a água no corpo, concentrando e reduzindo o volume de urina. O ADH também atua no néfron, favorecendo a abertura dos canais de água chamados de aquaporinas, nos ductos coletores dos rins, promovendo a reabsorção de água.

Ele também aumenta a pressão sanguínea, onde ele induz uma vasoconstrição moderada sobre as arteríolas do nosso organismo. Como resultado, ele permite que o nosso corpo conserve essa água. Aumentando a concentração da urina e diminuindo o seu volume.

Por essa razão ele recebe o nome de hormônio antidiurético. É o hormônio que diminuí a perda da água. O ADH também promove a vasoconstrição arteriolar, aumentando a resistência periférica e consequentemente a pressão arterial.

Por esse motivo ele também recebe o nome de vasopressina. Entretanto, em situações normais, a concentração de vasopressina no sangue está bem abaixo do nível necessário para realmente promover o efeito vasoconstritor.

Em casos de hipotensão severa, como numa hipovolemia, quando há uma perda elevada de sangue, ai sim os níveis da vasopressina podem se elevar para valores mais altos, contribuindo de fato e expressivamente com a vasoconstrição periférica, aumentando assim a pressão arterial.

E o que o excesso de ADH ou de vasopressina pode ocasionar? O excesso de ADH gera uma GRANDE retenção de água, levando a umas hipoosmolaridade, ou seja, o seu sangue vai ficar literalmente diluído.

Quando o sangue diluí, a concentração de minerais, principalmente do sódio, vai cair muito gerando um quadro conhecido como hiponatremia, ou seja, muita água no sangue. Esse sangue se torna diluído, o sódio começa a ter uma redução gerando uma diluição do nosso plasma.

E o que a falta do ADH ocasiona? Essas situações são caracterizadas pela poliuria, ou seja, a pessoa vai muito ao banheiro, estimulando também o centro da sede, devido a essa perda grande de água pela urina.

Com essa sensação de sede aumentada, o sujeito passa a ingerir grande quantidade de líquido para manter o seu balanço hídrico estável. O resultado final é a ocorrência de poliúria e de polidipsia, sem alteração da osmolaridade do sangue ou qualquer distúrbio eletrolítico.

Por outro lado, se a pessoa não tiver acesso a água ou a ingestão de líquido for insuficiente, com certeza haverá um quadro grave, severo de desidratação e uma hipernatremia, e assim vai sobrar sódio no sangue.

E o que o ADH faz durante a atividade física? Durante o o exercício, quando o suor evapora da pele, ele ajuda a resfriar nosso corpo tentando assim regular a temperatura.

Porém, quando a transpiração está exacerbada em função da atividade física muito intensa, entra em ação o ADH novamente, evitando a perda excessiva de água.

Dessa forma, na desidratação pelo esforço físico a ação antidiurética e o efeito vasoconstritor sobre as nossas arteríolas periféricas, fazem com que órgãos nobres como o cérebro recebam um fluxo contínuo e constante de sangue.

 

Em poucas palavras, é nessa hora que o hormônio ADH entra em ação, justamente para nos proteger no momento de “suadeira”mesmo, regulando a retenção de água no nosso organismo.

Ele é liberado então quando o corpo é desidratado, diminuindo o volume de água na urina, prevenindo a desidratação. Poxa, mas qual a importância então da hidratação?

A preocupação com a hidratação antes, durante e depois da atividade física é fundamental para a preservação do nosso sistema imunológico também.

A defesa do nosso organismo contra microrganismos que entram através do trato gastrintestinal e, principalmente, pelo trato respiratório é toda realizada por anticorpos, principalmente pelas Imunoglobulinas tipo A (IgA), que estão presentes principalmente na saliva.

A secreção de saliva é regulada pelo sistema nervoso autônomo, sendo composta por uma mistura de secreções das glândulas parótidas, submandibular e sublingual e de outras pequenas glândulas que possuem enervação simpática e parassimpática.

Essas estruturas vão formar o mais importante reservatório das fontes da imunoglobulina A, da IgA para proteção do trato respiratório superior.

Assim, a redução do fluxo salivar pode diminuir a quantidade de IgA, expondo o indivíduo a riscos de doenças do trato respiratório superior, como as gripes.

No esporte isso poderia trazer consequências como sintomas de inflamação na garganta, congestão, coriza, febre, prejudicando o treinamento de atletas e também de praticantes de atividade física.

Assim é fundamental garantir um bom nível de secreção salivar durante o exercício, para impedir reduções acentuadas no nível de IgA. Uma forma de assegurar isso é se manter hidratado.

A ingestão de líquidos ao longo do exercício deixa a boca constantemente molhada, enviando sinais ao sistema nervoso para que a produção de saliva não pare, prevenindo a desidratação, preservando o fluxo salivar e consequentemente a concentração de IgA.

A alimentação é outro ponto muito importante para o bom funcionamento do sistema imune e da prática da atividade física.

Indivíduos mal nutridos apresentam redução na imunidade, sobretudo de IgA, prejudicando a capacidade dos atletas ou dos praticantes de atividade física de se protegerem contra agentes patogênicos, ficando mais suscetíveis às infecções.

E quanto que eu devo ingerir de água então para ter a hidratação do corpo ideal? Diversas recomendações sugerem que deve-se ingerir de dois a três litros de água diariamente, ao acordar e entre as refeições.

E durante a prática esportiva, a ingestão de água deve ser na ordem de 200 ml a cada 2 a 3 km ou a cada 15 minutos de atividade física. Em atividades acima de uma hora ou de alta intensidade é necessária a reposição também de glicose, sódio e potássio, através também da ingestão de bebidas esportivas.

É importante também frisar que a questão do quanto se deve beber de água foi definida à partir de estudos com indivíduos jovens, saudáveis e, muitas vezes, bem condicionados, o que pode dificultar a sua aplicação de forma mais ampla.

Muitos autores também sugerem que a ingestão de acordo com a sede já seja suficiente e mais adequada até, pois acredita-se que o próprio sistema nervoso central seja capaz de indicar corretamente o volume de fluído a ser ingerido, a partir de informações por ele integradas sobre todas as demandas do nosso organismo.

Além disso, é importante considerar o desenvolvimento do mecanismo da sede como parte do nosso processo evolutivo, o qual desenvolveu ao longo do tempo mecanismos diferenciados e perfeitamente integrados para regular tanto volume e a osmolalidade plasmática, assim como a sua temperatura corporal. A hidratação do corpo é fundamental para a regulação da temperatura interna do nosso corpo.

Outro detalhe que eu não poderia deixar passar batido aqui é sobre o álcool. A ingestão de bebidas alcoólicas também provoca um bloqueio da secreção do ADH, isso impede que os rins absorvam a água para evitar uma desidratação, ou seja, você acaba se desidratando.

Assim a cada 250 ml de bebida alcoólica são eliminados de 800 a 1 litro de urina, PORTANTO, bebidas alcoólicas e atividades físicas, definitivamente não combinam!

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