Gota: Como o ácido úrico impacta nossa Saúde?

Gota: Como ela causa problemas nas nossas articulações?

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Gota: Todo mundo já ouviu falar, ou conhece alguém que tem ácido úrico. Mas pouca gente sabe exatamente o que ele é, e quais os problemas que a sua produção elevada pode acarretar.

Será que a alimentação tem influência? E os exercícios físicos? Eles ajudam ou eles atrapalham? Você sabia que, caso não tome cuidado, que o excesso de ácido úrico pode se transformar em outra doença conhecida como GOTA? Então vamos saber mais?

O ácido úrico é o produto final do metabolismo das proteínas em nosso organismo, portanto, sua presença em nosso corpo é considerada normal. O ácido úrico passa a ser um problema quando presente no sangue em altas doses, tomando a forma de cristais que podem se depositar nas nossas articulações.

E é exatamente esse acúmulo que deixa as regiões inchadas, vermelhas e muito doloridas. O ácido úrico é formado pelo resultado da quebra das moléculas de purina através da ação de uma enzima chamada xantina oxidase.

Depois de utilizada essas purinas são degradadas e transformadas no ácido úrico. E parte dele permanece no sangue, enquanto o restante é eliminado pelos nossos rins.

Os níveis de ácido úrico no sangue podem subir basicamente por três motivos:

Primeiro: porque a sua produção aumentou muito e o seu corpo não conseguiu eliminar totalmente;

Segundo: porque você está eliminando pouco pela urina;

Terceiro: por interferência do uso de certos medicamentos.

Quando a concentração no sangue fica maior do que 7mg/dl nos homens e 6 mg/dl nas mulheres, ocorre supersaturação e a precipitação em forma de cristais nas articulações e em outros órgãos.

Assim esses cristaizinhos são fagocitados, ou seja, elas vão ser ingeridos por polimorfonucleares, que são alguns glóbulos brancos do nosso organismo desencadeando todo processo inflamatório local.

Em que ponto que esse ácido úrico então vai se transformar em GOTA?

Como nós dissemos anteriormente, esses cristais de ácido úrico ao se depositarem no líquido articular, que é um líquido que o nosso corpo produz e que funciona como um lubrificante das articulações, desencadeia o processo da artrite inflamatória.

 

E essa doença articular inflamatória nós chamamos popularmente de GOTA. Ela afeta cerca de 1 a 2% dos adultos. Ela é mais comum em homens do que mulheres, e em uma proporção de 4 homens para 1 mulher.

Sendo que o seu aparecimento surge principalmente após os 40 anos de idade nos homens, e geralmente após os 60 anos nas mulheres.

É preciso tomar cuidado, pois a GOTA associa-se frequentemente com: a Síndrome Metabólica, a Hipertensão, a Insulino resistência e Diabete Mellitus juntamente com doenças coronarianas, excesso de gordura no sangue, com o triglicérides elevado, e ainda ela pode evoluir para uma insuficiência renal crônica.

E como é feito o diagnóstico da gota? A Gota pode ser diagnosticada por um exame que mede a concentração de ácido úrico no sangue, e exige oito horas de jejum para ser realizado.

Geralmente a GOTA é classificada de duas formas: A primária, onde a causa ainda não é bem definida mas, ao que tudo indica, está ligada a fatores genéticos; e também a secundária, relacionada com outras condições ou enfermidades que elevam os níveis de ácido úrico como:

Alcoolismo, as doenças mieloproliferativas (relacionadas à medula óssea); as anemias hemolíticas (falta de glóbulos vermelhos no sangue); a policitemia (que é o excesso de glóbulos vermelhos no sangue), a psoríase, o uso de quimioterápicos, algumas doenças renais e até mesmo a hipertensão, entre outras.

Além disso, alguns estudos mostram que a GOTA também se correlaciona com o uso da warfarina, que é um anticoagulante, a vitamina B12 e também a aspirina. mesmo em baixas doses.

Mas porque a articulação do pé geralmente é um das mais afetadas pela GOTA? Por ser naturalmente desprotegida, ela é geralmente a primeira a ser atingida.

A dor é é aguda e súbita e a região onde a crise acontece fica toda vermelha e bastante inchada. Os sintomas da primeira manifestação da doença duram entre três e quatro dias.

Se não for feito um tratamento adequado, desde a primeira manifestação da gota, as crises continuarão e poderão atingir outras articulações como as do joelho. As articulações do dorso do pé, tornozelos, dedos, punho, cotovelo, mãos e ombros também podem ser atingidas.

As crises de GOTA podem ser desencadeadas por alguns desses hábitos: Ingestão de álcool, principalmente vinho tinto e cerveja, dieta rica em alimentos que aumentam o ácido úrico, trauma físico, uso de diuréticos  e também pela obesidade.

Mas é possível buscar na alimentação uma maneira de diminuir os níveis do ácido úrico e também prevenir a GOTA? Aqui temos uma ótima notícia.

SIM. Se você tem excesso de ácido úrico de preferência aos seguintes alimentos: Frutas, as hortaliças (a maioria pode ser usada, com exceção da acelga). tomate, vagem, batata, beterraba, almeirão, chicória e alface são excelentes.

Leite, iogurte, ovos e cereais, como arroz, pães, massas e biscoitos. E é muito importante beber bastante água, para facilitar a eliminação desse ácido úrico.

Um erro comum também é achar que a ingestão de frutas cítricas, como o limão e a laranja, por exemplo podem aumentar os níveis de ácido úrico em nosso organismo.

Isso não é verdade, pois essas frutas, apesar de serem ácidas no sabor, possuem um efeito no sangue que alcalinizante, e que favorece, na verdade, a eliminação do ácido úrico. O tomate também não tem relação alguma com as crises de GOTA, e devem estar presentes na sua dieta.

Agora, há alimentos que devem ter o consumo reduzido ou evitado por quem sofre com o ácido úrico e a gota? Sim, alguns alimentos devem ser bastante evitados.

Queijos, especialmente os amarelos (mussarela e queijo prato) por possuírem alto teor de gordura, as vísceras, rins, fígado, coração,miolo e moela; carnes em geral, e em especial as vermelhas e os peixes gordos (arenque, cavalinha, atum e sardinha), evitar as bebidas estimulantes (café, refrigerantes em base de cola, chá mate e guaraná em pó), bebidas alcoólicas e em especial a cerveja e o vinho, porque eles são ricas em purina.

Feijão, ervilha,  temperos industrializados como caldo de carne e de galinha. Evite também fontes de gordura saturada, as frituras, as carnes gordas, os queijos gordos, manteiga margarina, presunto, toucinho e baicon. Evite também aquelas gorduras vegetais, banha.

Procure também mastigar muito bem os alimentos para promover a saciedade e evitar a ingestão excessiva. Controle o seu peso e nunca jejue tendo gota, pois o seu corpo pode utilizar a proteína como fonte de energia, e levar ainda mais ao aumento do ácido úrico.

Beba muita água, sucos frescos, chás e nunca faça dieta muito restritivas. Além da alimentação pouco calórica, quando necessário, podem ser indicados medicamentos para inibir a produção de ácido úrico ou para aumentar a sua excreção.

Algumas pessoas precisam dos dois tipos porque têm excesso de produção e dificuldade de excreção dessa substância.

Assim, procure um médico especializado para o tratamento da doença. Essas orientações não substituem a necessidade do acompanhamento médico!

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